A Blue Aspirations, líder global em soluções de medição para energia eólica offshore, lançou oficialmente sua joint venture no Brasil — Blue Aspirations do Brasil — com o objetivo de se tornar uma parceira estratégica no destravamento do vasto potencial brasileiro para a geração de energia eólica offshore (OSW). Para marcar esse importante marco, a empresa realizou seu primeiro evento público em parceria com o escritório Veirano Advogados, no Rio de Janeiro.
Um marco em uma trajetória em construção
Embora este evento tenha simbolizado o lançamento oficial da joint venture, ele representa apenas um passo dentro de uma trajetória mais ampla e de longo prazo que a Blue Aspirations vem desenvolvendo no Brasil. Mesmo antes da formalização da joint venture no final de 2024, a empresa já estava profundamente envolvida no cenário energético brasileiro.
Nos últimos anos, a equipe sino-brasileira participou ativamente de eventos-chave do setor, promoveu diálogos com órgãos reguladores e realizou visitas técnicas a potenciais clientes, instituições de pesquisa e parceiros estratégicos em todo o país.

Esses esforços contínuos serviram como base para a construção de confiança, alinhamento técnico e preparação do mercado. A presença colaborativa de profissionais chineses e brasileiros nessas interações iniciais ajudou a moldar uma abordagem intercultural única, posicionando a Blue Aspirations do Brasil não apenas como fornecedora de tecnologia, mas como uma atriz comprometida e bem informada no desenvolvimento do setor eólico offshore brasileiro.
Engajamento com stakeholders e diálogo setorial
O evento inaugural reuniu importantes atores públicos e privados para discutir as necessidades técnicas e financeiras mais urgentes para o avanço da agenda brasileira de energia eólica offshore. O fórum serviu como espaço de diálogo e colaboração, alinhando perspectivas sobre os próximos passos regulatórios e de infraestrutura necessários para ampliar o desenvolvimento do setor OSW no país.
Novo marco legislativo
Com a tão esperada publicação da lei sobre cessão de áreas marítimas para parques eólicos offshore em 10 de janeiro de 2025, o setor agora aguarda a edição de normas complementares — especialmente nos campos técnico, financeiro e regulatório — que permitam uma exploração plena e sustentável do potencial energético marítimo do Brasil.
Participação institucional
O evento contou com a presença de representantes de instituições de destaque, incluindo a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a Ocean Winds e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A participação dessas entidades evidenciou a importância da colaboração intersetorial para a construção de uma base sólida para a indústria eólica offshore no país.

Painel 1 – Eixo Técnico: Medição de Vento e Seleção de Local
Este painel abordou a importância de dados precisos sobre o vento e da seleção adequada de locais para garantir o sucesso de projetos eólicos offshore. Participaram como palestrantes Amanda Vinhoza (analista de energia eólica da EPE), Valeska De Bartolo (diretora de novos negócios da Blue Aspirations do Brasil) e Fred Marins (diretor comercial de pesquisa e meio ambiente da OceanPact). A moderação ficou por conta de Juliana Melcop, sócia do Veirano Advogados.
Painel 2 – Eixo Financeiro: Financiamento de Projetos
Essa sessão explorou o cenário financeiro do setor de eólica offshore no Brasil, discutindo mecanismos para atrair investimentos e mitigar riscos em projetos em estágio inicial. Os painelistas foram Rafael Palhares (diretor de desenvolvimento de negócios para o Brasil e América Latina da Ocean Winds) e Renato Santos (representante do BNDES).

Perspectivas futuras
Com o lançamento de sua joint venture brasileira e um histórico de mais de 60 campanhas globais em ambientes marítimos desafiadores e diversos, a Blue Aspirations do Brasil está bem posicionada para apoiar as ambições brasileiras no setor de energia eólica offshore. A empresa reafirma seu compromisso em oferecer tecnologia robusta de LiDAR flutuante, fortalecer capacidades locais e contribuir para um futuro energético mais limpo, sustentável e orientado por dados no Brasil.
